CARNAVAL DE VITÓRIA

Jucutuquara abre Grupo Especial com pulsar da vida e faz corações baterem forte


Os relógios marcavam 22 horas quando foi dado o sinal verde para a Jucutuquara abrir oficialmente o Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Carnaval de Vitória.

Com 25 alas, três carros alegóricos, um tripé fixo, um tripé (andor), complementando o abre-alas, e 1.600 componentes, a escola de 1972 trouxe o "Pulsar da Vida" para fazer os corações baterem mais forte e também para buscar o seu oitavo título no Sambão do Povo após um longo jejum de 15 anos.

Carregando suas tradicionais cores, verde, vermelho e branco, a Unidos de Jucutuquara contou a história da humanidade, que vive intensamente as mais diversas emoções.



"A cada batida do coração, realizamos uma celebração da vida em todas as suas formas, desde a razão até as emoções mais profundas, passando pela ciência e pela arte, culminando na alegria do Carnaval", defendeu o carnavalesco e autor do enredo, juntamente com Anclébio Júnior, Orlando Júnior.

Capitaneando todas essas emoções, ele, é claro, o órgão capaz de promover os mais profundos sentimentos no ser humano: o coração esteve presente em fantasias, alegorias e na voz da comunidade e do público, do início ao fim do desfile.

Na avenida, a "máquina da vida" veio representada desde a Idade Média e trouxe referências nas mais diferentes formas de expressar a devoção.

Dividida em quatro setores, a agremiação trouxe desde o momento em que a humanidade transformou esses sentimentos em um símbolo (coração); a utilização desse símbolo pelas religiões, como elemento de devoção e fé; o coração estilizado, redesenhado representando o amor; e por fim, como o símbolo mais conhecido do mundo, que une nações, que faz as emoções serem expostas quando nos apaixonamos, quando torcemos pelo time do coração e ao entoar o samba que extrapola a avenida mágica do samba e ganha as arquibancadas dos estádios de todo país: "Explode coração, na maior felicidade..."

O "tum tum" que bate no peito saiu do interior do corpo humano e se transformou em coreografia da comissão de frente, com 15 integrantes que anunciaram o começo da existência da humanidade.

Assim foi também com a "Bateria da Nação", que veio forte com 155 ritmistas que na batida do surdo, nos dois toques de caixa (caixa reta semicolcheia e caixa reta com rufada) e outros elementos musicais trouxe o ritmo que embala a vida.


Alegorias

A agremiação contou com três alegorias. A primeira delas trouxe a "Anunciação", no abre-alas, fazendo uma ode à vida, à ciência e às emoções humanas. Quatro seres femininos misturas de mulher com coruja, símbolo da escola, puxaram um enorme coração que misturava artérias e roldanas para simbolizar a integração entre o perfeito funcionamento do órgão com os mais fortes sentimentos do ser humano.

O segundo carro retratou "A morada de Brama" que trouxe um pouco da Índia e o coração como símbolo da morada da divindade suprema do hinduísmo.

Já a terceira alegoria trouxe a representatividade do amor que move o Carnaval. O título "Explode Coração" é a homenagem ao samba enredo mais cantado em diversos locais mundo afora.


Emoção

A moradora de Jardim Camburi Nena Simões era só emoção na avenida do samba.

"Essa é a terceira vez que desfilo pela Unidos de Jucutuquara e estou com a melhor das expectativas. Sinto que eu não escolhi a Escola sabe, a Jucutuquara que me escolheu e desde então busco dar o meu melhor. Acredito que estamos no caminho certo rumo a boas notas e ao título é claro", declarou.

"Nossas fantasias estão muito bonitas, e a única coisa que digo ser ruim em participar, é que acaba muito rápido", completou entusiasmada momentos antes do desfile.

Nena integrou a 12ª ala da agremiação, que trouxe Oxum, uma das divindades mais reverenciadas na tradição religiosa africana e afro-brasileira, que representa a deusa do amor.

Marcos Salles
Jucutuquara
Porta-bandeira se encheu de emoção no desfile (ampliar)
Pedro Vargas
Nena Simões, era só emoção na Avenida do Samba.
Postar um comentário

Postar um comentário