A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Departamento Especializado em Investigações Criminais (Deic), concluiu o inquérito policial que investigou uma tentativa de latrocínio ocorrida no dia 09 de julho do ano passado, no bairro Parque Jacaraípe, na Serra. As vítimas, que eram turistas de Minas Gerais, foram amarradas e os investigados ameaçaram levar um bebê de colo que estava na residência.
As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nessa terça-feira (25), na Chefatura de Polícia Civil, em Vitória.
Durante o crime, uma das vítimas reagiu e acabou atingida por disparos de arma de fogo na perna. "Esses turistas passaram por uma noite de terror. A dona da casa que cedeu o espaço para os turistas mineiros virem aqui ao estado para curtir a praia, foi tratada inicialmente como vítima, mas sua versão não estava condizente com a realidade dos fatos. Nós analisamos e constatamos que não houve arrombamento, o celular dela não foi subtraído e ela não foi amarrada como os turistas, levaram coronhadas, e um deles tomou até um tiro na perna quando o criminoso, sem escrúpulo nenhum, tentou levar a sua filha de seis meses. Ele não aguentou, mesmo amarrado, partiu para cima do criminoso e o criminoso efetuou esses três disparos", disse o chefe do Departamento Especializado em Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro.
A investigação apontou que os mentores do crime foram dois homens, de 24 e 29 anos. A intermediadora foi a mulher, de 41 anos, e os executores foram dois homens, de 30 e 46 anos.
"Diante desses fatos, e diante da ajuda de policiais em campo, análise de vídeo monitoramento, ferramentas de inteligência, nós conseguimos identificar a intermediadora e comprovar que ela foi a intermediária juntamente com os autores intelectuais, ou seja, quem tramou todo o crime. Colocaram os executores para estar realizando esse roubo. Facilitaram todo o caminho deles, não havendo cadeado, não havendo porta fechada", explicou o delegado Gabriel Monteiro.
Ainda, ao sair da residência, um vigilante foi abordado e teve uma arma apontada para sua cabeça. "No momento em que eles saiam da residência, o carro quebrou e eles se depararam com o vigilante. O vigilante foi até eles para saber o que estava acontecendo e o homem, de 46 anos, sem nenhuma reação do vigilante, tentou efetuar um disparo contra ele. A arma machucou, o vigilante correu e, mesmo de porta, o suspeito ainda realizou dois disparos de arma de fogo contra o vigilante que, por muita sorte, não foi alvejado e poderia ter sido ainda pior", concluiu Monteiro.
O indivíduo de 24 anos foi preso pela equipe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Serra no mesmo dia em que o crime ocorreu.
"Ele é um indivíduo de alta periculosidade, ele gerenciava o tráfico de drogas no ponto final do bairro Feu Rosa e foi preso no dia 9 de julho no bairro Novo Porto Canoa, em virtude de mandado de prisão pelo crime de homicídio e também na posse de uma pistola calibre 380. Já o indivíduo, de 29 anos, que é irmão dele, possui uma extensa ficha criminal pelos crimes de tráfico de drogas, tentativa de latrocínio, homicídio e figurava na lista dos 10 mais procurados da região do Vale do Aço, no estado de Minas Gerais. Ele foi preso pela DHPP Serra no dia 9 de setembro no bairro Novo Porto Canoa e também estava com um documento falso, pois ele era foragido no estado de Minas Gerais. A prisão dos dois é de suma importância, pois impediu que outros homicídios ocorressem no município da Serra, haja vista a periculosidade dos dois irmãos", disse o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori.
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